«O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós! »
História de S. Catarina Labouré e N. S. das Graças, ou da "Medalha Milagrosa"
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| O Corpo Incorrupto de Santa Catarina Labouré |
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A Medalha

Nesta Capela, escolhida por Deus, a Virgem Maria, em pessoa, veio revelar sua identidade através de um pequeno objeto, uma medalha, destinada a todos sem distinção!
A identidade de Maria era objeto de controvérsia entre teólogos, desde os primeiros tempos da Igreja. Em 431, o Concílio de Éfeso tinha proclamado o primeiro dogma marial: Maria é mãe de Deus. A partir de 1830, a invocação:
« O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós »
que sobe ao céu, milhares e milhares de vezes repetida por milhares e milhares de corações de cristãos do mundo inteiro, a pedido da própria Mãe de Deus, vai produzir seu efeito!
A 8 de dezembro de 1854,
Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição: por uma graça especial que lhe vinha da morte de seu Filho, Maria é sem pecado desde o começo de sua concepção.
Quatro anos mais tarde, em 1858, as aparições de
Lourdes irão confirmar a Bernadette Soubirous, o privilégio da mãe de Deus.
Coração Imaculado, Maria é a primeira resgatada pelos méritos de Jesus Cristo. Ela é luz para nossa terra. Todos somos como a Virgem Maria, destinados à felicidade eterna.
Uma medalha, milagrosa… por quê?… luminosa em quê?… e dolorosa?
A MEDALHA traz no seu reverso uma inicial e desenhos que nos introduzem no segredo de Maria.
A letra « M » está encimada pela Cruz do Cristo.
Os dois sinais entrelaçados mostram a relação indissolúvel que liga o Cristo à sua Santíssima Mãe. Maria está associada à missão Salvífica da humanidade pelo seu Filho Jesus e participa pela sua compaixão no próprio ato do sacrifício redentor do Cristo.
Em baixo, dois corações, um contornado de uma coroa de espinhos, o outro transpassado por uma lança.
O coração coroado de espinhos, é o Coração de Jesus. Lembra o episódio cruel da Paixão do Cristo, narrado nos evangelhos, antes de sua morte. Significa sua Paixão de amor pelos homens.
Este coração transpassado por uma lança, é o Coração de Maria, sua Mãe. Lembra a profecia de Simeão contada nos evangelhos, no dia da Apresentação de Jesus no templo de Jerusalém, por Maria e José. Significa o amor do Cristo que invade Maria e seu amor por nós: pela nossa Salvação, Ela aceita o sacrifício do seu próprio Filho.
A aproximação dos dois Corações expressa que a vida de Maria é vida de intimidade com Jesus.

Doze estrelas estão gravadas ao redor da medalha.
Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Ser Igreja, é amar o Cristo e participar de sua paixão pela Salvação do mundo. Cada batizado é convidado a associar-se à missão do Cristo, unindo seu coração aos Corações de Jesus e de Maria.
A medalha é um apelo à consciência de cada um, para que escolha, como o Cristo e Maria, o caminho do amor, até o dom total de si mesmo.
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A Capela de Nossa Senhora das Graças em Castelo - Espírito Santo
Depois da construção da Santa Casa de
Misericórdia de Castelo, e estando esta em pleno funcionamento, Aarãozinho de
empenhou na edificação de uma Capela, dedicada a Nossa Senhora das Graças, em
anexo à Santa Casa.
Ele conta em suas memórias:
Tendo em vista que a Irmandade das
Irmãs Vicentinas era a das melhores colaboradoras para atender os pobres e
doentes da Instituição e, como religiosas, não possuíam uma Capela, por esta
razão, de modo próprio, resolvi construir ao lado do novo prédio... e para tal
fim, como era de meu desejo, construir condigna. Fui orientado para conhecer a
Capela do Colégio Militar do Rio de Janeiro e, para ali me dirigi, juntamente
com minha esposa e procuramos o vigário ou o Diretor da Escola Militar.
Lamentavelmente não os encontramos e, assim sendo, rabisquei em um envelope, as
características da Capela, por fora, por dentro, e tudo quanto seria necessário
para sua construção. Conclamei, novamente, o construtor Sr. Pedro Pereira e ali
demarcamos o local melhor possível para atender as irmãs e a própria população.
Quando iniciávamos a construção, ali chegou o então Prefeito e ousou embargar a
obra, porque pretendia abrir uma rua, por dentro dos terrenos da Santa Casa,
para sair em Santo Andrezinho. Discutimos o assunto e, lhe afiancei que a obra
seria prosseguida e a rua, naturalmente, não sairia, por dentro dos terrenos da
Santa Casa, porque não havia lei anterior nesse sentido.
Para pintar o respectivo teto e o
altar, tivemos a oportunidade de chamar um pintor humilde que ali existia de
nome José Rodrigues, a quem dei os originais para a respectiva pintura. Apesar
de não ter sido feito por um grande pintor, naquela oportunidade foi acolhida
com satisfação.
Concluída a construção, devo dizer das
dificuldades por mim encontradas para a confecção da porta de ferro, com o
desenho, por mim idealizado, o que me obrigou a procurar um ferreiro no
município de Alegra, que aceitou a incumbência, porém fiz duas ou três vezes,
viagens àquele local para entregá-la no dia.
Meu desejo era fazer o altar e, bem
assim as escadas do mesmo altar e da frente, em mármore. Para conseguir tal
aquisição, dirigi-me ao então Governador Dr. Jones dos Santos Neves e S. Excia.
prometeu e cumpriu a remessa de vinte contos de réis para sua confecção, feita
por um marmorista de Campos (RJ) que se obrigou ao seu assentamento. Existe uma
placa de mármore, pequena, com o nome do então Governador, como gratidão pela
oferta, colocada aos pés do altar.
Para aquisição das imagens e demais
paramentos dirigi-me ao Rio e, na Casa Sucena os adquiri e devem estar
guardados com a Irmandade.
Para sua inauguração, dirigi-me à
Vitória e em companhia do saudoso Dr. José Pinheiro Monteiro, então Promotor
Público de Castello, com o objetivo de convidar o novo Bispo do Espírito Santo,
o saudoso Dom José Joaquim Gonçalves, que nos atendeu com sua proverbial
atenção, para realizar a inauguração no dia 1º de junho. Porém, S. Exa. Revmª,
após acolhida nossa intenção, disse-nos que nesse dia já havia determinado o
seu comparecimento em outra festividade em Vitória, porém, poderia comparecer
no dia oito (8) do mesmo mês, sendo essa sua primeira visita ao interior do
Estado. S. Exc. compareceu e presidiu a inauguração com a presença de vários
sacerdotes e do povo de Castello, em geral. Fui a Cachoeiro de Itapemirim,
convidei as autoridades locais e bem como a Diretora da Escola de Música das
adolescentes para abrilhantarem aquela majestosa inauguração, para cujo fim
construí um coreto ao lado da Capela. As estudantes, todas uniformizadas,
cantaram e tocaram várias músicas, dando-nos um brilhantismo excepcional.
Tenho aqui, em meu poder, o abaixo
assinado dirigido ao povo de Castello, fazendo-lhes um apelo para nos ajudar
com qualquer contribuição para a consecução do objetivo almejado. O apelo foi
assinado por mim e pela querida Irmã Pedrosa, então Superiora das Irmãs da
Santa Casa. Felizmente, esse apelo foi feito em data de 8/09/1951 e as
contribuições recebidas nos ajudaram plenamente para a consecução de nosso
objetivo. Vou anexá-la ao presente para fazer parte do arquivo da memória de
Castello, assim como um convite feito para a inauguração.
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Fotos do Arquivo da Família Aarão
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| Altar da Capela |
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| Altar da Capela |
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| Coro da Capela |
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| Convite para a inauguração |
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| Inauguração da Capela |
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| Notícias da Inauguração |
Murais no Interior da Capela
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| Santa Cecília |
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| Anjo da Guarda |
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| Aparição de Nossa Senhora em Lourdes |
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| Segunda Aparição à St. Catarina Labouré |
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| Primeira Aparição à St. Catarina Labouré |
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| Terceira Aparição à St. Cararina Labouré |
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| Nossa Senhora da Penha de Vitória (ES) |
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| Aparição de Nossa Senhora em Fátima (Portugal) |
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| Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil |
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| Carta do Governador Jones dos S. Neves agradecendo |
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| Agradecimento do Bispo Dom José Joaquim Gonçalves |
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| A Capela em foto recente |
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NESTE DIA, em que escrevo esta página, recebi, inesperadamente, a Medalha Milagrosa, que me foi enviada pela
Associação Cultural e Artística Nossa Senhora das Graças.
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| A Medalha Milagrosa recebida nesta data por mim. |
Que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e como discernimento da luz do Espírito. Pois deveis levar uma vida digna do Senhor, para lhe serdes agradáveis em tudo. Deveis produzir frutos em toda boa obra e crescer no conhecimento de Deus, animados de muita força, pelo poder de sua glória, de muita paciência e constância, com alegria. (Cl 1: 9-11)
Niterói, 30 de Maio de 2016 - Mês de Maria.
Cláudio José Aarão Rangel